Epidemiologia e Serviços de Saúde (por Camila Oliveira)
As políticas públicas para o álcool visam criar medidas que deveriam ser
A atuação sobre a disponibilidade econômica inclui o aumento dos impostos,e consequentemente dos preços, visando a redução do consumo. Promoções de descontos, como happy hour ou open bar, vendas a crédito ou em grandes quantidades para consumidores individuais, oferta gratuita em eventos, entre outras medidas promocionais, incentivadoras da compra e consumo de cerveja e outras bebidas, aumentam os riscos de consequências negativas para a saúde. Sobre a disponibilidade física, podem ser definidos os locais onde o consumo é permitido, excluindo certos lugares e ambientes públicos como, por exemplo, praias, edifícios públicos, praças, eventos culturais e esportivos de massa, estádios desportivos, entre outros. Esta medida implica em menores riscos e efeitos danosos do álcool para toda a população.
Em relação ao marketing, é marcante a influência da indústria do álcool na formulação e implementação de políticas públicas, sendo um fator decisivo para a inercia governamental. É necessário impor limites ao patrocínio de campanhas políticas por essas indústrias, de modo a tornar o debate sobre o álcool mais justo, com a participação e contribuição consciente e equilibrada da sociedade civil e seus representantes. As organizações não governamentais, as sociedades científicas e de profissionais de saúde poderiam assumir um papel importante nessa tarefa ao passar a monitorar as ações da indústria de bebidas.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-96222016000100171

