Por Juliana Plens
O álcool, após metabolizado, apresenta-se no corpo na forma de acetaldeído (agente sabidamente carcinogénico) e, embora a produção de acetaldeído ocorra primariamente no fígado, ela também ocorre no tecido mamário. Além disso, o consumo de álcool interfere nos hormônios, e, tanto o acetaldeído como essas alterações hormonais, podem causar alterações de ordem genética que podem contribuir para o aumento do risco de câncer de mama.
É importante ressaltar que os estudos mostram também diferentes desfechos em pessoas que já têm câncer de mama e continuam consumindo álcool: recorrência do câncer e aumento da mortalidade. Isso ocorre porque o álcool interfere nas metástases (disseminação do câncer para diferentes partes do corpo) e na formação de novos vasos sanguíneos nas regiões com tumores, contribuindo dessa forma para a aumento da agressividade da doença.
Posto isso, urge a necessidade de conscientização pública sobre o consumo de álcool como fator de risco para o desenvolvimento de câncer de mama e a necessidade de que medidas de saúde pública sejam tomadas sobre essa questão.
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